Reinos Ribeiros

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“Diga o que quiser, eu vivo livre.”

Os Reinos Ribeiros não são de jeito nenhum uma nação unificada, mas sim várias cidades-estado governadas por reis-bandidos, cada uma constantemente em guerra com as outras para manter seu território. ‘Leis’ nos Reinos Ribeiros são, no geral, uma noção vaga, e por causa disso os vários países que o compõe são refúgios perfeitos para todo tipo de bandido, assassino, pirata, escravo fugido ou qualquer um que precise se esconder de seu passado.

Governo: Não há um governo único nos Reinos Ribeiros, com exceção de uma tênue aliança que se reúne anualmente na cidade de Daggermark, conhecido como o Conselho dos Sem-Lei. Guerras constantes entre as cidades-membro costumam tornar o conselho nada mais que uma tecnicalidade na maioria dos anos.

Numa terra de criminosos onde leis são comumente ignoradas, seis princípios, conhecidos como As Seis Liberdades dos Rios são a norma. Esses seis princípios são respeitados por todo o Povo do Rio, e a quebra de qualquer um deles é um imenso tabu, e pode lhe render o desprezo do bandido mais impenitente. São esses, em ordem decrescente de importância:

  • “Diga o que quiser, eu vivo livre.” - A mais importante das Seis Liberdades defende a liberdade de expressão do Povo do Rio. Mantenha em mente que isso não protege ninguém das consequências de sua opinião, apenas o direito de expressá-las. Mesmo feitiços como ‘Silence’ podem ser considerados uma quebra dessa liberdade, e são vistos em uma luz extremamente negativa nos Reinos Ribeiros.
  • “Promessa quebrada, vida encurtada.” - Para o Povo do Rio, honra é algo difícil de conquistar e normalmente requer muito sangue derramado. Consequentemente, promessas são extremamente importantes e ninguém dá sua palavra sem pensar seriamente antes. Uma promessa quebrada é muitas vezes punida com a morte, e por causa disso o Povo do Rio gastará até suas últimas forças tentando cumprir sua palavra.
  • “Ande qualquer estrada, navegue qualquer rio.” - Essa Liberdade proíbe lordes de impedirem trânsito por terra ou por rio e de cobrar pedágios. Em particular, é proibido clamar posse das águas de qualquer rio. Essa Liberdade também quer dizer que cada navio é tecnicamente sua própria nação, sendo o capitão seu rei de direito.
  • “Cada corte tem seu rei.” - Todas as leis de um determinado reino são flexíveis, e seu respectivo rei tem total controle sobre elas. Qualquer visitante a um reino está sujeito às regras determinadas pelo rei, independente de ser ele um nobre ou um camponês. Consequentemente, reis dos Reinos Ribeiros raramente visitam outros reinos fora do Conselho dos Sem-Lei.
  • “Escravidão é uma abominação.” - Num país onde uma parcela significativa da população são escravos escapados, é compreensível que possuir escravos seja completamente proibido. Essa Liberdade também protege escravos fugitivos, que são considerados homens livres e protegidos pelos seus conterrâneos a partir do momento que eles atravessam a fronteira dos Reinos Ribeiros.
  • “Você só tem o que carrega.” - Essa Liberdade é o que passa por direito à propriedade nos Reinos Ribeiros. Ela marca a distinção entre roubar e furtar: Enquanto furtar é considerado uma violação dessa Liberdade porque não dá à vítima o direito de se defender, assaltos são permitidos porque assaltantes encaram sua vítima de frente. É considerado comum (e as vezes até digno de elogio) tomar o que você quer a força.

Territórios independentes:

  • Artume - Uma cidade estado controlada por um ex-templário mendeviano tornado bandido. Famosa por criar cavalos de alta qualidade. Sofre sob ataques constantes de nagas que vivem nos rios da região.
  • Cordelon - Fundada há muito tempo atrás por elfos, esse pequeno território do sul dos reinos ribeiros mantém vivas as tradições praticadas na época. Apesar de ser hostil a visitantes, elfos são sempre bem vindos.
  • Daggermark - A maior cidade dos Reinos Ribeiros. Única com estabilidade suficiente para manter uma indústria e imprimir suas próprias moedas. A cidade é conhecida por ter duas guildas notórias, a Guilda de Assassinos de Daggermark e a Guilda de Envenenadores de Daggermark, além do maior exército de todos os Reinos Ribeiros.
  • Foramar - Foramar é parte submersa e parte acima do nível da água, com um complexo sistema de portões e canais separando-a em partes com água doce e salgada. A maior parte da população de Foramar é de humanoides aquáticos.
  • Forte Drelev - Uma das cidades fundadas nas Terras Roubadas por ordem dos Lordes espadachins. Forte Drelev fica às margens do lago Hooktongue, e sofre com ataques de tribos bárbaras da Numeria ao norte.
  • Gralton - Boa parte dos cidadãos de Gralton veio para os Reinos Ribeiros fugindo da eterna revolução de Galt. A cidade é comandada pelo que já foi a nobreza de Galt, que pobre e humilhada busca recursos para manter-se, e vingança dos cidadãos eternamente revoltosos de Galt.
  • Hymbria - Assim como Cordelon, Hymbria é um território antigo dominado por elfos, exceto que qualquer não-elfo é proibido entrada completamente. Por causa disso, muito pouco se sabe sobre seu governo.
  • Lambreth - Lambreth surgiu como uma união de três cidades-estado, cada uma dominada por uma grande família mercante. Mais recentemente, porém, a região caiu sob controle de Kamdyn Arnefax e sua força militar, os Águias Negras.
  • Liberthane - Fundada por um nobre expulso de Galt que também é um paladino, Liberthane é um raro bastião de honra e justiça nos corruptos reinos ribeiros.
  • Mivon - Mivon é a cidade para onde uma fração considerável dos Lordes-espadachins foram quando fugiram da fúria de Choral, o Conquistador. Muitos guerreiros fazem peregrinações para a cidade afim de aprender as técnicas da Escola Aldori de Esgrima. As enguias dos lagos de Mivon são uma iguaria muito apreciada.
  • Pitax - Pitax é uma cidade governada por um déspota egomaníaco, e grande parte do dinheiro dos impostos vai para um exército de artistas, escultores, poetas e músicos, que são pagos para produzir obra após obra em honra ao rei.
  • Protetorado do Marquês Sombrio - O marquês sombrio é um título passado através dos anos desde a fundação do país pelo lendário pirata Morgan, o Branco. Apesar da grande presença de piratas na região, navios com a bandeira de um dos reinos ribeiros são permitidos passagem sem maiores problemas, em observância das liberdades dos rios.
  • Ravnir - Um país fundado nas Terras Roubadas sob ordem dos Lordes Espadachins. Ravnir é a região mais bem sucedida dentre as três, e tem grandes esperanças para o futuro.
  • Riverton - Essa cidade estado fica ao extremo sul dos reinos ribeiros. Essa cidade foi fundada por uma ordem de clérigos do deus dos rios, Hanspur.
  • Setearcos - Como o nome indica, essa cidade foi fundada ao redor de sete grandes arcos de pedra, sagrados para os elfos que viviam na região. Governada por uma ordem de druidas, é completamente proibida a entrada de elfos na região.
  • Touvette - Um estado sob regime militar, Touvette tem terras extremamente férteis raramente encontradas nas regiões pantanosas dos reinos ribeiros. Qualquer tipo de religião é proibida em Touvette, e crimes são punidos de forma muito rigorosa.
  • Tymon - Tymon se orgulha de sua tradição gladiatorial, possuindo uma grande arena e diversas escolas onde gladiadores são treinados. Tymon é constantemente ameaçada pela nação vizinha de Razmiran, mas ano após ano consegue formar alianças que apenas atrasam a inevitável invasão.
  • Uringen - A misteriosa cidade de Uringen é dividida em duas partes que pouco se comunicam: a interna e a externa. A parte externa é uma rica cidade para o comércio, mas o maior interesse é na parte interna, que por alguma razão some e reaparece ao longo do ano.
  • Varnhold - Mais antiga das três cidades fundadas nas terras roubadas sob ordem dos lordes espadachins de Restov. Varnhold tem problemas com os centauros nativos da região.

Religião: Boa parte do Povo do Rio não tem interesse em assuntos espirituais. Os que tem, no entanto, costumam reverenciar Cayden Cailean, Desna, Calistria ou Gorum, mas a divindade mais popular ainda é o deus dos assassinos, Norgorber. Outros cultos populares são para os deuses menores Hanspur, deus dos rios, e Gyronna, deusa das bruxas. O culto a essa última está longe de ser bem visto, mas o Povo do Rio sabe que interferir com as sacerdotisas ou com os altares da Velha Bruxa costuma acabar mal.

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