Reifazedor

Resumo da Sessão - 21 de Maio

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A noite começa a cair em Candlemere, e contra os conselhos de seus aliados, Denat avança rumo ao templo. Chegando próximo, Acharnor ouve barulhos de passos com seus olhos de elfo e empurra seus aliados para o lado, tirando-os do caminho de uma procissão de cultistas fantasmas. Após se levantarem do chão e sacudir a poeira, os heróis avançam templo adentro.

O templo escuro está em ruínas. Escrito em um dialeto antigo de aklo nas paredes, estão o que Katherine conclui serem preces a Yog-Sothoth. Lana, com o auxílio de suas luzes dançantes, avança na direção da escuridão, com Denat e Acharnor logo seguindo.

Algo, no entanto, se apodera de Acharnor, que rapidamente saca sua espada e desfere um golpe contra Lana, que esquiva. Denat então o restringe, enquanto Lana tenta ‘exorcisá-lo’. O resto do grupo avança até os fundos do templo, onde encontram um altar com uma bacia de obsidiana sobre ele. Ao lado dela, há uma faca terrivelmente curvada. No fundo, no meio da torre, há um poço que parece não ter fundo, e após ele, uma escada que sobe até o próximo andar.

Denat examina a adaga, descobrindo que é mágica. Após resistir a seu efeito e identificar que, de fato, a adaga está amaldiçoada, ele displicentemente joga o item amaldiçoado no poço. Todos imediatamente sentem como se um peso tivesse sido tirado de seus ombros e Lana confirma que a maldição da ilha foi quebrada. Inteiramente sem querer.

O grupo então explora os andares mais altos da torre, onde encontram o quarto de um cultista, ainda com seu diário, explicando melhor os eventos que ocorreram na ilha. Como é de praxe, nossos heróis pegam tudo que é de valor e/ou que não está pregado no chão e partem da torre.

Aproveitando que é noite e eles não pretendem voltar por um bom tempo, os conselheiros de Ravnir se dão ao luxo de mapear a ilha, o que toma boa parte da noite e da manhã seguinte. Durante esse tempo, eles encontram outro Fogo Fátuo, que é derrotado com muito mais facilidade agora que não está sendo beneficiado pela maldição da ilha. Nossos heróis então pegam a canoa que tinha sido emprestada pelos pescadores de Stagsfall e resolvem prestar uma visita a Elga Verniex.

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Contos de Ravnir - Uma Tribo

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Naquela manhã de Rova, soprava uma brisa gelada, e mesmo que o sol estivesse brilhando Jannes não conseguia sacudir o frio do corpo. O outono tinha aspecto de que ia ser pesado. O inverno então, ele preferia nem pensar sobre. No entanto, como sempre, lá estava ele, às cinco da manhã, na boca da mina. Como um relógio de corda, Jannes sempre chegava às cinco, sempre o primeiro.
Jannes era um sujeito que inspirava respeito, e não apenas porque ele era um supervisor da mina. Tinha 1 metro e 98 de altura, e quase tudo era músculo. Ele não falava muito com ninguém, nem gostava de sair com seus colegas para beber. Tinha também um tom de pele consideravelmente mais escuro do que as pessoas dessa região de Avistan estavam acostumadas. Obviamente, ele não tinha nascido por aqui, mas como ele era quieto, ninguém sabia de onde ele tinha vindo. Rumores, porém, haviam vários: Uns diziam que ele era um escravo escapado de Cheliax. Outros, que ele tinha sido um soldado em Andoran que cansou-se daquela vida. Também diziam que ele tinha sido um templário em Mendev e que fugiu para os Reinos Ribeiros com medo dos demônios, e seu deus o abandonou.
No fundo, ninguém sabia de onde o homem tinha vindo, mas todos sabiam que você não se metia com o supervisor Jannes. O sujeito levava o trabalho na mina muito a sério, e ainda por cima era irritado. Os mineradores ainda falavam sobre a vez que ele quebrou duas costelas de outro homem porque ele estava escondendo pepitas dentro da calça. “Esse ouro é de Ravnir.” Jannes havia dito para os outros depois que se acalmou um pouco. “Quem rouba da mina está roubando do povo.”
Jannes entrou no escritório dos mineradores para pegar seu equipamento. Sentado atrás de uma mesa no canto da sala, tomando um copo de café quente, estava Madoc, um velho anão mineiro, já aposentado, que hoje em dia administrava a mina.
“Dia, Jannes.” O velho disse. “Frio hoje, né?”
“Dia, chefe. Poisé.” O homem acenou com a cabeça enquanto pegava uma picareta e duas varas solares no canto da sala.
“Como vai a Nadia?”
“Bem, obrigado. A criança deve nascer em dois meses.” Disse o homem enquanto amarrava seus equipamentos no cinto.
“Primeiro filho, né? Foda.” O anão deu um longo gole no seu copo de café. “Sabe, você é uma exceção. A maioria dos mineradores daqui é solteirão.”
“É, eu reparei.”
“Quando um dos pobres coitados consegue se casar, eles vão trabalhar em alguma fazenda por aí ou algo assim. O pagamento é menor, mas não é tão arriscado, sabe? E você agora, com um filho a caminho… Sei lá, Jannes.”
“Minerar é tudo que eu sei fazer, chefe.” Ele respondeu concisamente.
“É, e você faz muito bem.” O anão passou a mão pela sua barba. “Então, eu preciso que você faça algo pra mim hoje. A gente está recebendo uns mineradores novos, e tem alguém que eu queria que você mostrasse a mina.”
“Hoje eu estou ocupado com a ampliação do túnel 3. Manda o Mervel cuidar disso.”
“Não, Jannes, tem que ser você. Você tem que treinar a supervisora do turno da noite.”
“Turno da noite?” Jannes se surpreendeu. “Não temos turno da noite. Quem nos nove infernos é louco o bastante para cavar de noite?”
“Kobolds.”


‘Era só o que me faltava.’ Jannes pensou enquanto a supervisora nova era apresentada aos outros mineradores. ‘Agora eu vou ter que cuidar de um maldito lagarto.’
“Jannes.” Madoc disse, trazendo até ele um tipo de réptil bípede, de escamas pretas e com não mais do que 80 centímetros de altura, coberta com um casaco de peles de coelho. “Essa aqui é Mipik. Ela veio altamente recomendada pela tribo Sootscale, e eu quero que você a treine para fazer seu trabalho no turno da noite.”
“Essa coisa é uma mulher?”
“Diabos, Jan, não seja rude!”
“Não, não, não é problema.” Mipik disse com um pronunciado sotaque dracônico. “Mipik entende.”
Jannes não conseguiu deixar de reparar, com suspeita, nos dentes afiados da kobold.
“Já perdemos tempo demais com isso.” Jannes empurrou uma picareta nas mãos de Mipik, que eram obviamente pequenas demais para usá-la de forma efetiva. “Se você vem, venha de uma vez.” Disse ele, se virando e caminhando para dentro do túnel.


Jannes andava pelos túneis escuros empurrando o carrinho de metal e segurando uma vara solar acesa com a outra mão. Para seu desgosto, Mipik vinha logo atrás, carregando com dificuldade a picareta exageradamente grande. Os dois já vinham descendo o túnel por cerca de 15 minutos até que Mipik quebrou o silêncio:
“Perdão, senhor Jannes, é?”
“Que foi?”
“É que chefe Madoc diz que senhor Jannes treina Mipik.”
“E daí?”
Mipik ficou quieta uns segundos, como se estivesse tentando lembrar as palavras certas. “É que senhor Jannes é quieto, então Mipik…”
“Ok.” Jannes a interrompeu. “Eu vou te treinar então. Primeiro você bate com a picareta na parede até caírem pedaços. Daí você enche o carrinho e volta lá pra cima. Pronto, fácil.” Ele disse, de forma rude.
“Ah sim! Mipik entende.” A kobold não entendeu a intenção do minerador. Jannes soltou um suspiro e continuou empurrando o carrinho por mais uns minutos antes de Mipik tentar começar uma conversa de novo:
“Senhor Jannes usa anel em mão esquerda. Mipik entende que senhor Jannis tem companheira?”
“Mhmm.”
“Que bom! E filhotes, senhor Jannes tem?”
“Não.” Ele respondeu curtamente. “Mas minha esposa está grávida.”
“Ah, muito bom.” A kobold acenou com a cabeça. “Mipik tem oito filhotes em tribo. Todos grandes. Muito orgulho. Filhote de senhor Jannes deixa ele muito orgulhoso também, Mipik deseja.”
Jannes soltou um resmungo baixo que poderia talvez ter sido interpretado como um ‘obrigado’.
“Ah! Ah! Senhor Jannes, espera!” Mipik gritou de repente. “Aqui, aqui!”
Jannes parou e virou-se rapidamente. “O que foi?”
A kobold estava apontando para uma mancha meio rosada na parede de pedra.
“É quartzo! Quartzo significa ouro!” Mipik soava animada. “Quase sempre.” Ela acrescentou.
Jannes soltou outro suspiro. “Muito bem, dona lagarto, mas hoje nós estamos cavando no túnel 3 que é mais uns 5 minutos a frente, então… O que você está fazendo?!”
Mipik levantou com dificuldade a picareta pesada sobre sua cabeça e acertou a mancha rosa com força, fazendo cair algumas lascas de pedra no chão.
“Mina de ouro, sim? Mipik minera ouro.” Ela disse, batendo na parede novamente.
Jannes ficou olhando por alguns segundos enquanto a pequena criatura cavava. Ele realmente não esperava que ela fosse conseguir balançar a picareta daquele jeito. Mesmo assim, no ritmo em que caíam lascas a cada golpe, levaria uma semana até que Mipik abrisse uma fenda na rocha.
“Certeza que tem ouro aí?”
“Sim, sim! Certeza!” Mipik bateu contra a parede de novo. “Quase.”
Jannes soltou outro suspiro e caminhou até Mipik, parando com facilidade a picareta com uma mão só. A kobold olhou para ele, um pouco de confusão em seus olhos amarelos.
“Eu ajudo então.” Jannes tirou a picareta de suas mãos e ela deu o que parecia ser um sorriso cheio de dentes pontudos.


No fim do dia, Jannes e Mipik saíram da mina com um carrinho cheio de pedaços de quartzo, uma boa parte deles cobertos com pequenos pontos dourados. Madoc os parabenizou por terem encontrado um veio de ouro novo, e depois que Jannes havia pendurado seus equipamentos no escritório, o anão lhe deu um tapa nas costas e disse:
“Viu? Vocês não fazem uma boa dupla?”
Jannes acenou com a cabeça, contrariado, e voltou para casa resmungando o caminho todo.


A chuva caía com força lá fora. Jannes entrou em casa falando palavrões, tentando tirar a grossa camada de lama escura que havia grudado em suas botas. Seu paletó cinza, a roupa mais cara que ele tinha, estava completamente encharcado.
“Jan?” Uma voz o chamou de dentro da casa. Era sua esposa, Nadia. Jannes imediatamente se arrependeu de ter xingado tão alto. “Como foi lá?”
Jannes soltou um suspiro. “Uma droga. Que bom que você não foi, Nasha.” Jannes pendurou seu paletó no gancho ao lado da porta. “Foi muito triste.”
“Como está a família do Devin?”
“Péssimos. Ah, Nasha, Amery estava chorando tanto! E tudo isso por causa de quê? 6 moedas de prata e um par de sapatos de couro.”
Nadia abraçou seu marido, colando sua cabeça junto ao peito do homem alto. Ele a envolveu com seus braços molhados e apoiou o queixo na cabeça dela.
“Jan, eu estou com medo.”
“Eu sei.” Jannes disse e beijou sua testa. “Vamos sair daqui. Vamos pra um lugar menos perigoso.”
“Pra onde, Jan?” Nadia perguntou, seu rosto ainda apertado contra o peito dele. “A gente não pode mais voltar.”
Jannes não respondeu nada, apenas tirou um pedaço de papel molhado do bolso e o entregou a sua esposa.
“Ravnir? ‘Onde todo mundo é igual’.” Ela leu em voz alta.
O mundo ficou escuro de repente ao redor de Jannes, sua cabana desaparecendo de seu redor e sua esposa de seus braços. Apenas a voz dela continuava:
“Onde todo mundo é igual.”
Jannes olhou de um lado para o outro, confuso. Então ele virou para baixo, para seus braços. Sua pele estava aos poucos tornando-se mais escura e mais dura, até o ponto em que seus braços estavam cobertos por escamas pretas semelhantes às de um lagarto.
Jannes acordou de um salto. Após olhar para os lados e constatar que ainda estava em sua casa em Ravnir, muito mais confortável que a cabana em seu sonho, ele se acalmou. Um pouco de luz já entrava pela janela do quarto, sinalizando que já era hora de ir para a mina. Jannes sentou-se na cama e olhou para o lado. Nadia ainda dormia. Ele colocou uma mão sobre sua barriga proeminente e beijou-lhe a testa, então levantou-se e foi se vestir para partir.


Como sempre, lá estava ele, às cinco da manhã, na boca da mina. Como um relógio de corda. Mas dessa vez, Jannes não havia sido o primeiro.
“Bom dia, senhor Jannes!” disse Mipik com uma voz cansada quando o homem entrou no escritório de Madoc. Ela soltou um bocejo cheio de dentes pontudos. “Perdão, essa hora Mipik costuma dormir.” Ela explicou.
“Dia, Jannes.” O anão estava sentado atrás de sua mesa, tomando café, como sempre.
“Dia.” Jannes respondeu. “Por que o lagarto ainda está aqui? Achei que eles tivessem o turno da noite.”
“Eles tem.” Madoc respondeu. “É só mais hoje. Mipik me disse que vocês não viram a mina toda, e como vocês se saíram tão bem ontem, eu queria que vocês dois dessem uma olhada no resto da mina juntos.”
Jannes suspirou. “Como quiser, chefe.” Ele pegou sua picareta, notando com desgosto que junto a ela agora haviam várias picaretas menores, parecendo ter sido feitas para crianças. “Vamos.” Ele disse para Mipik e saiu andando pela porta, sem esperá-la.


Nas profundezas do túnel mais recente da mina, o túnel 3, Jannes e Mipik cavavam atrás de outro veio de ouro.
“Senhor Jannes!” Mipik parou de cavar por um segundo. “O senhor ouve isso?”
Jannes continuou batendo contra a parede de rocha. “Não.”
“Mipik acha que nós temos que sair.” Mipik soava preocupada. “Mipik acha que a viga de sustentação vai ceder.”
Jannes olhou pra viga de sustentação no teto – um gigantesco tronco de madeira que impedia que centenas de quilos de pedra caíssem sobre os mineradores.
“Impossível.” Jannes continuou cavando. “É um tronco de pinheiro inteiro.”
“Senhor Jannes, Mipik acha que…”
Mas a kobold não conseguiu terminar de falar. Um ruído alto de madeira quebrando ecoou pela mina, e Jannes imediatamente deixou cair sua picareta: Uma grande rachadura havia se formado na viga de sustentação.
“O túnel vai desabar!” Jannes gritou, mas já era tarde – a viga começava a envergar. Jogando sua picareta no chão, Jannes segurou o tronco com as duas mãos.
Poeira caia do teto e o barulho de madeira estalando soava mais alto. Cada músculo do corpo de Jannes estava retesado, tentando segurar centenas de quilos de rocha para que não caíssem diretamente sobre ele. O homem se virou para Mipik, que parecia assustada num canto do túnel.
“O que você está esperando?!” Jannes gritou. “Saia daqui! Avise pros outros!”
“Senhor Jannes, o teto vai cair, o senhor não pode ficar.”
“Se eu soltar essa viga, nós dois morremos, lagarto burro!” Jannes gritou. “Vai logo, eu não vou aguentar muito! Diga pra Nadia que eu a amo.”
“Mas senhor Jannes…”
“Vai logo!” Jannes soltou um berro, sentindo que suas pernas estavam prestes a ceder.
Mipik virou suas costas e, soltando sua picareta, começou a correr à toda velocidade na direção da saída da mina. Jannes esperou até não conseguir mais ver a ponta do rabo da kobold e então mais alguns segundos, até que não aguentou mais e soltou a viga.
O peso da terra acima caiu sobre Jannes, e as pedras o soterraram.


Jannes acordou, sentindo uma coisa quente escorrendo pelo canto da cabeça. Todo seu corpo doía como nunca havia doído antes. Estava escuro. Demoraram alguns segundos até ele se lembrar do que havia acontecido. ‘Então esse é o Jardim dos Ossos?’ Jannes pensou.
“Senhor Jannes! Senhor Jannes!” Uma voz familiar o chamava.
“Mipik?” O minerador mal conseguia distinguir o rosto reptiliano de Mipik na escuridão da mina. Pelo menos ele sabia que não estava morto agora. “Eu não te disse pra sair daqui? Vá chamar ajuda!”
“Senhor Jannes, se Mipik for, vai levar mais de uma hora até Mipik voltar com ajuda. Senhor Jannes pode morrer nesse tempo.”
“O teto ainda pode cair de novo, lagarto burro! Você não tem medo de morrer?! Vai embora!”
“Mipik sabe, Mipik sabe!” Agora Jannes conseguia mais ou menos ver o que ela estava fazendo – pegando pedras e jogando-as para longe. Ela estava tentando desenterrá-lo? “Mas Mipik não pode deixar senhor Jannes sozinho! Se senhor Jannes morre, filhote cresce sem pai. Filhotes de Mipik adultos já, filhotes sabem se cuidar, mas filhote de senhor Jannes não!”
“Mipik, eu estou te implorando!” Jannes agora parecia menos irritado e mais desesperado. “Você ainda pode sair daqui. Me deixe pra trás.”
“Não!” Mipik havia pego a picareta de Jannes e a usava como alavanca para mover pedras mais pesadas. “Na tribo, ninguém deixa outro para trás!”
“Não estamos na porra da sua tribo e eu não sou uma bosta de um kobold sujo! Sai logo daqui!”
“Não! Senhor Jannes está errado!” Mipik continuava jogando pedras pra longe com mais velocidade. “Tribo significa que todo mundo é igual! Tribo significa que todo mundo se ajuda. Ravnir é tribo de senhor Jannes e tribo de Mipik também.”
O sonho daquela manhã voltava à mente de Jannes. ‘Onde todo mundo é igual.’
“Vamos, senhor Jannes! Não desiste tão fácil! Senhor Jannes é grande, então faz força!”
“Mipik, eu acho que quebrei as costelas! Eu não consigo.”
“Senhor Jannes consegue sim!” Mipik movia as pedras tão rápido quanto podia. “Mipik consegue, então senhor Jannes consegue também. Pense em sua companheira e em seu filhote.”
Jannes fez uma força. Com algum esforço, ele conseguia mover os braços. Ele tentou colocá-los embaixo do corpo para levantar as pedras sobre ele, o que pareceu ter algum efeito.
“Filhote de senhor Jannes não vai crescer sem pai. Mipik não deixa!”


Jannes estava deitado em sua cama, olhando para o sol se pondo pela janela. Ele suspirou, olhando para seu corpo enfaixado. Sete costelas quebradas, fraturas múltiplas nas duas pernas, ombro esquerdo deslocado, bacia quebrada e pulmão esquerdo colapsado, ferimentos múltiplos nos órgãos internos… O clérigo que o atendeu disse que era um milagre que ele tivesse sobrevivido, e que se tivesse demorado mais uma ou duas horas para ser atendido, a hemorragia interna teria o levado com certeza.
E tudo que Jannes conseguia pensar era em como estava causando um terrível inconveniente para a pobre Nadia, tão tarde na sua gravidez.
“Jannes? Jannes!” Madoc, sentado num banco ao lado da cama estava tentando chamar sua atenção.
“Hm?” Ele se virou para encarar o anão. “Desculpe, chefe. O que foi?”
“Você pede pra eu explicar como as coisas estão na mina e depois se distrai? Francamente, Jannes, você não era assim quando eu te conheci.”
“Desculpe, chefe. Pode continuar.”
“Então, seu acidente virou assunto na vila. Está todo mundo falando como você salvou Mipik.”
“Eu que salvei Mipik? Como assim?”
“Ela disse para todo mundo que você segurou a viga assim que ela começou a quebrar. Francamente, tem certeza que seu pai não era um ogro? Enfim, Mipik disse que se não fosse por você, ela não teria tempo de fugir das pedras e teria sido soterrada também.”
“Não senhor, foi ela que voltou pra me salvar. Sem ela eu teria morrido.”
“Acho que vocês dois realmente formam uma boa dupla então.” Madoc olhou pela janela. Jannes se virou para olhar também. Quase noite.
“Os kobolds vão trabalhar hoje?” Jannes perguntou.
“Sim, sim.” O anão respondeu. “Mipik já assumiu como supervisora.”
“E como eles estão?”
“Muito bem. Sabe, no começo eu achei que fosse haver briga porque kobolds e raças normais se estranham muito.” Madoc passou a mão pela sua barba. “Mas ter eles na mina é uma vantagem para todo mundo – O conselho de Ravnir aumentou o salário, o número de acidentes diminuiu e a produção aumentou. Acho que funciona bem porque cada um tem sua função, sabe? Os kobolds são pequenos então eles conseguem fazer túneis menores, mas como são fracos precisam de alguém para abrir os buracos e colocar as vigas e levar as pedras até a superfície. Então é, acho que kobolds e humanos se complementam.”
‘Que coisa mais estranha de se dizer.’ Jannes pensou. ‘Acho que só aqui em Ravnir uma coisa dessas é possível.’
“Bem, eu tenho que ir, Jan.” O anão se levantou do banco. “Se eu demorar muito, a patroa vai achar que eu estou bebendo por aí. Melhore logo, viu? Aquela mina não funciona direito sem você por lá.”
“Besteira, chefe, funciona bem demais.” Jannes deu um pequeno sorriso enquanto o anão saía pela porta. O minerador resolveu dormir. Fechou os olhos, mas os abriu novamente ao ouvir um barulho vindo da porta.
“Senhor Jannes, eu posso entrar?”
Pela porta entreaberta, era possível ver o rosto reptiliano de Mipik. Jannes riu.
“Acho que passamos um pouco do ponto de usar ‘senhor’, não acha, Mipik? Entre, vamos.”
“Se você acha melhor, Jannes.” Mipik entrou e sentou-se com alguma dificuldade no banco, um tanto alto para ela.
“O que houve com você? Você está falando bem melhor agora.”
“Ah, eu andei treinando! Desde que eu vim para Ravnir, eu aprendi muitas outras coisas, sim.” Mipik sorriu, mas rapidamente ficou séria. “Você vai ficar bem, Jannes?”
“Isso daqui? Isso não é nada.” Jannes estalou seu pescoço. “Em uns meses eu volto pra mina, você vai ver.”
“Eu espero que sim. E sua esposa, como vai?”
“Pobre da Nadia, tomou um susto tão grande…”
“Eu tenho certeza que sim. Eu ia dizer para ela que você a ama, mas achei que seria melhor se você falasse pessoalmente.” Mipik riu um pouco.
“É.” Jannes sorriu. Depois de alguns segundos de silêncio, ele disse: “Mipik… Desculpa por ter te tratado mal. Obrigado por me salvar.”
“Que é isso, Jannes!” A kobold fez um gesto de desconsideração com a mão. “Eu só fiz o que qualquer um faria. É dever de um cidadão ajudar o outro, não é? E você me salvou também, eu não podia te deixar ali.”
“É, acho que sim.”
Mipik se levantou e espreguiçou-se. “Aiai, eu dormi pouco esse dia. Mas é isso, Jannes, tenho que ir para a mina agora. Outro dia eu passo para te visitar, tudo bem? Quero conhecer seu filho logo, viu?”
“Não tem problema nenhum. Você é de casa.”
Mipik começou a andar na direção da porta e quando saiu puxou a maçaneta para fechá-la, mas foi interrompida:
“Ei Mipik, antes de você ir…” Jannes disse, apontando para ela com seu braço direito, menos ferido que o esquerdo. “Você por acaso sabe o que uma madrinha faz?”

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Resumo da Sessão - 12 de Maio

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“Now this is a story all about how my life got flipped, turned upside down” ~Willard Carroll Smith Jr.

Os conselheiros de Ravnir continuam na cidade, mas a sede de voltar a explorar é mais alta. Aproveitando que as temperaturas esse inverno estão mais altas que o normal, eles se arriscam e decidem sair da cidade em busca de aventura.

Primeiro eles vão até o novo quadro de anúncios da cidade, onde ficam sabendo que Elga Verniex está procurando ajudantes para resolver uma incumbência. Além disso, os misteriosos sumiços de gado tem continuado, e por fim, a associação de pescadores estava contratando aventureiros para matar uma tartaruga gigante que estava atacando seus barcos.

O grupo então segue pela margem do lago Tuskwater até achar os rastros da tartaruga gigante, que eles seguem até sua toca. Lá, eles a enfrentam e a derrotam, voltando para casa com uma pedra misteriosa que nem Lana, nem Denat e nem Markhel conseguiram identificar, mas que parece ter uma magia forte.

Depois de receber sua recompensa pela morte da tartaruga (um anel de Feather Falling), o grupo pega um barco emprestado com os pescadores e parte para investigar Candlemere.

Chegando na ilha, os aventureiros são tomados por um senso de desolação. Apenas Denat e Animak permanecem confiantes e seguem em frente. Quando eles se aproximam da ruína, porém, eles são atacados por um Fogo Fátuo, que começa a se alimentar de seu medo. A batalha é difícil, como batalhas com fogos fátuos normalmente são, mas eventualmente o inimigo é derrotado e o grupo fica livre para adentrar as ruínas de Candlemere.

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Contos de Ravnir - Outros Peixes

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“Unf!” Akiros soltou uma baforada de ar pela boca enquanto levantava a soldado do chão sobre seu escudo, para lança-la com força ao chão do outro lado.
“Urgh.” A soldado resmungou enquanto passava as mãos sobre sua lombar. “Eu detesto treino de combate.”
“Melhor apanhar aqui do que na guerra, recruta.” Akiros estendeu sua mão para ela, que aceitou a ajuda para levantar-se. “Agora pegue sua espada e pare de resmungar.”
“Sim senhor, general. Me perdoe.” A mulher vestida em cota de malha desculpou-se e foi procurar a espada de treino que havia sido jogada longe quando ela caiu.
Akiros soltou um suspiro e olhou ao redor. No pátio do quartel de Stagsfall, os soldados da infantaria haviam se reunido em cinquenta pares para o treino de combate semanal. Erastus já havia chegado, e era o meio do verão. Mesmo que as temperaturas tão ao norte de Avistan não fossem altas mesmo nessa época do ano, o exercício, o sol e as armaduras de corrente estavam deixando os soldados suados e com a pele avermelhada.
‘Bom.’ Akiros pensou. ‘Eles já vão desenvolvendo mais resistência.’ O general então virou seu olhar para cima. O céu já estava ficando escuro. Em pouco tempo o sol teria se posto completamente. ‘Já é Starday, não é?’
Seus pensamentos foram interrompidos pela recruta que retornava com sua espada: “Eu encontrei, general!”
“Ótimo. Agora pegue seu equipamento e ponha no armazém. Bom trabalho hoje, soldado, você está fazendo progresso. Dispensada.”
“Obrigada, general!” A recruta bateu continência e entrou com passos rápidos no quartel propriamente dito. Akiros virou-se para o resto dos soldados que estavam treinando: “Companhia, ateeeeenção!”
Os soldados pararam de lutar, rapidamente embainharam suas espadas de treino e viraram-se para seu general, em prontidão.
“Bom trabalho essa semana, soldados! Aproveitem bem o fim de semana. Não se esqueçam que temos uma marcha de 30 quilômetros próximo Moonday então descansem bastante! Nada de farra esse fim de semana. Isso quer dizer você, Shanda!”
“Senhor, sim senhor!” Um soldado no meio da multidão gritou.
“Guardem seu equipamento e seu uniforme e podem ir para casa. Companhia dispensada!”


Por fora a taverna não parecia grande coisa, mas Akiros já a vinha frequentando e sabia que por dentro ela era arrumada e confortável. Mais um daqueles pequenos negócios que tanto prosperavam em Stagsfall. O general atravessou a porta aberta e dirigiu-se diretamente ao balcão.
“Ei Joleyn, como vão as coisas?” Akiros perguntou à taverneira enquanto sentava-se em um dos bancos.
“Olha se não é o general!” A mulher atrás do balcão respondeu. “Os negócios tem ido de vento em popa, Kiki, obrigada por perguntar. Como vai o exército?”
“Precisando de um pouco mais de disciplina, mas vão chegar lá. Me vê uma caneca de cerveja. Pouca es-”
“Pouca espuma, já sei.” Joleyn já havia pego uma caneca e a enchia com o líquido claro saído de um barril. Ela se virou e colocou a caneca sobre o balcão. Akiros a pegou e levou a boca, dando um longo gole, soltando um satisfeito “aaah!” no fim.
“Hm, era disso que eu estava precisando.” Os cantos da boca de Akiros viraram-se para cima levemente.
“Ei Kiki, me diz uma coisa.” A taverneira disse, se debruçando um pouco sobre o balcão. “Hoje apareceu esse cara que eu nunca vi por essas bandas.” Joleyn apontou com o queixo para um canto atrás de Akiros. “Me diz uma coisa, eu estou ficando louca ou aquele não é o chefe da guarda?”
Akiros virou-se no banco para olhar, com a caneca ainda à boca. Um homem mais alto até que ele estava sentado numa das poucas mesas do bar, de costas para o balcão. Seus ombros largos e cabelo preto e curto eram indicadores certos de que se tratava de Kesten.
“Sim, é sim.” Akiros voltou a encarar Joleyn. “O nome dele é Kesten Garess. Eu ouvi dizer que ele é de família nobre ou algo assim. Não esperava encontrar ele num lugar desses.”
“Ei, meu bar é um estabelecimento de respeito!” A taverneira protestou. “Enfim, seu amigo parece meio triste, Akiros. Talvez você devesse ir falar com ele.”
“Ele não é meu amigo.” Akiros deu um último gole em sua cerveja. “Só trabalhamos juntos.”
“Se você diz…” Joleyn deu de ombros. “É só que ele já sentou faz umas duas horas e só tomou duas canecas. Eu acho que você devia ir ver o que ele tem.”
Akiros respirou fundo e então soltou um longo suspiro. “Está bem.” Ele disse, pondo a caneca com força no balcão de madeira. “Mas eu vou precisar de mais álcool.”
“Ótimo!” A taverneira sorriu enquanto já se virava para colocar mais uma caneca de cerveja para o general. “E não se esqueça de falar para ele sobre mim! Adoro caras de uniforme.”


Akiros aproximou-se da mesa onde o homem estava sentado sozinho: “Ei, olha se não é o senhor certinho! Não esperava encontrar você num lugar desses.”
O guarda continuou olhando para a cadeira vazia a sua frente: “O que você quer, General Ismort?”
Imperturbado pela resposta fria que havia recebido, o general puxou a cadeira que estava a frente de Kesten e sentou-se: “Cara, eu não sei, é que você parecia meio chateado. Normalmente você é todo alegre e enche o saco. Aconteceu alguma coisa?”
“Sim, aconteceu sim.” Kesten disse, ainda frio. “Eu recebi uma carta hoje pelo correio. Tania se casou com outro homem. Um ferreiro. Ela me pediu para parar de escrever para ela.”
Akiros fez uma careta. “Porra, a tal filha do alfaiate?” Ele se lembrava de ter ouvido um rumor de que Kesten havia sido banido por seu pai das terras da Casa Garess por ter cortejado uma mulher do povo em segredo.
“Ela mesmo.” Kesten olhava pra baixo, pra dentro da caneca ainda meio cheia que segurava com as duas mãos. “Os dois anos que eu passei trabalhando como mercenário, eu mandava pelo menos uma carta para ela por mês. Eu pensei que ela não me respondesse porque eu estava sempre em movimento, mas parece que ela simplesmente não ligava mais pra mim.”
Akiros olhou para o guarda a sua frente por alguns segundos, sem saber exatamente o que dizer: “Que bosta, heim, cara?”
Kesten afundou um pouco em sua cadeira, seus olhos ainda fixados na caneca a sua frente. Akiros deduziu que ele tinha escolhido as palavras erradas. Ele passou a mão pela sua barba, pensando no que dizer em seguida.
“Sabe Kesten, eu também tive um problema sério por causa de mulher.”
“É mesmo?” Kesten levantou seus olhos do seu copo e olhou para Akiros pela primeira vez desde que ele chegou, o que já era um bom começo. Saber um pouco mais sobre o passado misterioso do general parecia interessante.
“O nome dela era Rosilla.” Akiros balançou um pouco sua caneca em sua mão, observando o líquido dourado dentro dela girar. Aquele nome trazia lembranças que não eram exatamente prazerosas. “Ela era filha do barão, na cidade onde eu cresci. Heh, acho que meu problema foi o oposto do seu. Enfim, eu e Rosilla nos encontramos por alguns meses em segredo, sabe? Eu era jovem, ela também e uma coisa levou a outra. Mas não durou muito tempo, típico romance adolescente.”
“Sei.” Kesten parecia interessado na história.
“Acontece que uns meses depois, Rosilla ia se casar.” Akiros fez uma careta rápida. “Com o filho de um outro barão ou marquês ou sei lá o que o filho da puta era. Enfim, imagine a surpresa do desgraçado durante a noite de núpcias quando ele descobriu que sua nova esposa não era virgem.”
“Eita.” Kesten deixou escapar. “E aí, o que houve?”
“Bem, o sujeitinho ameaçou um divórcio porque o barão havia passado bens usados pra família dele.” A voz de Akiros agora estava soando mais irritada. “E Rosilla ficou com medo disso, então… Ela inventou uma história.” Akiros parou de falar e tomou toda a cerveja que sobrava em sua caneca de um gole só, mas não a colocou sobre a mesa. “Ela disse para a cidade inteira que eu havia estuprado ela. Obviamente o barão ficou puto da vida.”
Akiros esperou para ver se Kesten iria dizer alguma coisa. Como ele não disse, Akiros continuou:
“Enfim, você deve imaginar qual a punição para um filho de fazendeiro que ‘estupra’ a filha do barão, não é mesmo? O barão insistiu que deveriam cortar minha cabeça fora.”
“E o que você fez?”
“Ora porra, o que qualquer um faria. Eu fugi.” Akiros olhou novamente para sua caneca, e constatou que realmente ela estava vazia. Ele então a colocou sobre a mesa. “Foi assim que eu vim parar nos Reinos Ribeiros, trabalhando para aquele bêbado irritado do Lorde Cervo. Sabe, do jeito que o maldito bebia, às vezes eu ficava pensando se o problema dele não envolvia mulher também.”
Os dois ficaram calados por mais alguns segundos, pensando como continuar a conversa.
“Enfim, qual o ponto dessa história?” Kesten perguntou, olhando para Akiros.
“Olha, eu só queria dizer que…” Akiros descobria que não era tão bom em expressar esse tipo de ideia. “Eu meio que sei o que você está sentindo. Você se sente triste, zangado e impotente… Mas principalmente ferido. Eu já passei por isso também, cara.” Akiros fez uma curta pausa antes de continuar. “Essa sensação só vai passar com o tempo. Não vá ficar chateado com a vida, deixar de ser do jeito que você é e se afundar na bebida. Só saiba que está tudo bem se sentir do jeito que você está se sentindo, e que essas coisas vão passar, e que qualquer coisa você tem pessoas com quem você pode falar.”
“Uau Akiros, obrigado.” O outro homem disse francamente. “Eu fico feliz que você decidiu deixar de trabalhar pro Lorde Cervo. Você realmente não tem jeito pra ser cara mau.” Kesten deu um sorriso.
“Ora, seu filho da puta, depois que eu abri meu coração pra você!” Akiros gritou, mas também sorriu. “Enfim, quando eu disse outras pessoas com quem você pode falar eu quis dizer, sei lá, o Jhod ou o Oleg. Não me vem com essas historinhas tristes que eu não tenho saco pra isso.”
“Como se eu fosse procurar logo você, Ismort.”
“Bem então, concluindo – Existem muitos outros peixes no mar, meu colega. Você é jovem ainda e você não é um chato completo. As coisas vão dar certo para você.”
“É, eu acho que sim.”
“Agora vem comigo.” Akiros disse se levantando da cadeira. “Eu vou pagar uma cerveja pra você. E também, tem uma pessoa que eu queria te apresentar. Ela me disse que adora homens de uniforme.”

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Resumo da Sessão - 5 de Maio

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Chega Neth, e com o inverno batendo às portas de Ravnir, a Brigada Vermelha sente-se ainda mais desinclinada a sair em exploração. O conselho se reúne novamente em 5 de Neth, mas o mês é bem parado. Rumores entre os pescadores do lago Tuskwater falam sobre uma ilha chamada Candlemere, de onde vem fortes energias negativas. O crescimento do baronato é direcionado ao Templo do Cervo. É construído um quartel em Forte Leveton, e lá Katherine estabelece a Primeira Companhia de Granadeiros. O resto do mês passa tranquilo.

Finalmente chega Kuthona e com ela, o inverno. Neve começa a cair em Ravnir. É construído um segundo quartel em Stagsfall e a Primeira Companhia de Infantaria recebe 100 novos recrutas, dobrando de tamanho. O resto do mês passa sem grandes acontecimentos até o último dia do ano, a Noite Pálida.

A Brigada Vermelha decide assistir a um sermão dos sacerdotes de Pharasma durante a noite. Depois de assistirem ao culto, um pouco depois da meia noite, eles dão uma volta pela cidade cultuando o povo que passa a noite acordado, conversando e comendo. Markhel repara que há o que parece uma luz de lamparina dentro do Monastério de Gyronna e nossos heróis vão investigá-la.

A fonte da luz era, de fato, uma lamparina. O grupo resolve ficar por aqui mesmo e contar histórias de fantasma o resto da noite. Terminada a história, acaba o óleo da lamparina e o castelo arruínado fica coberto de escuridão. Katherine remedia isso conjurando luzes dançantes, e o grupo nota que agora estão em 6, não em 5.

O visitante inesperado é o fantasma do Lorde Cervo, bem menos agressivo e mais melancólico do que o esperado. O Lorde Cervo pede uma bebida forte, e Denat divide uma garrafa de liquor com ele. Denat pergunta a ele sobre a Mecha de Cabelo Verde que ele tinha guardado. O Lorde Cervo revela que voltou ao castelo justamente para ver se a mecha continuava ali, e fica contente em saber que Denat tomou conta dela. O fantasma diz que o cabelo foi dado a ele por uma mulher que ele havia amado, e que se o grupo encontrasse-a pessoalmente, dissesse a ela que o Lorde Cervo deu o seu melhor e que sente muito por tudo.

Antes de ir embora para o Jardim dos Ossos, o Lorde Cervo lembra de uma última coisa sobre sua amada – Apesar de nunca ficar sabendo do nome dela, ele conhecia um título que ela usava: A Rainha de Mil Vozes.

O ano de 4711 começa preguiçoso, e para surpresa geral, o inverno parece que não será tão rigoroso como o outono do ano passado havia prometido. O conselho se reúne novamente em Stagsfall. Começa a construção de uma estrada ligando Forte Leveton ao Templo do Cervo. Uma cervejaria é fundada em Forte Leveton, para a felicidade do povo.

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Resumo da Sessão - 3 de Maio

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Após uma pausa de uma hora para que os homens de Richard Iannuchi investigassem a casa de Lorde Rainer ‘Cão Raivoso’ Balderik, a Princesa Natala Surtova deu prosseguimento ao julgamento.

Frente às evidências encontradas em sua casa, parece claro que Lorde Balderik foi o mandante do assassinato de Heinrich Khavortorov. O conde tenta argumentar que as provas foram plantadas em sua casa por Lorde Iannuchi, mas não consegue apontar um motivo para tal. Com esse buraco em seu testemunho, a princesa Natala o declara culpado e o pune com execução pela espada, como é tradicional aos nobres.

Com tudo (ou quase tudo) resolvido, a Brigada Vermelha se reencontra com Natala Surtova no mesmo restaurante em que se encontraram na hora do almoço. A princesa primeiro parabeniza o grupo por encontrar o verdadeiro culpado, e então diz que está menos que satisfeita por eles terem interferido em seus assuntos. Ela promete não interferir com os negócios de Ravnir, contanto que eles não interfiram mais com assuntos de Brevoy, e não-oficialmente expulsa eles do país.

Sem nem um pingo de vontade de continuar em Brevoy por mais uma noite, o grupo pega os felids amigos de Katherine e Jean-Luc Benoit, e partem pela estrada-sul de Brevoy na direção do Posto do Oleg.

Após quase 24 horas de caminhada com poucas pausas para descanso, eles chegam exaustos ao posto, onde felizmente tudo está bem: Oleg Leveton e Svetlana Leveton convidaram Jhod Kavken, Kesten Garess, Akiros Ismort e Mikmek para um jogo de pôquer, para fortalecer as ligações entre os membros do conselho e criar mais harmonia em Ravnir. Mikmek foi o grande campeão da noite.

No dia seguinte, a Brigada Vermelha, acompanhada de Jhod, Kesten, Akiros, Mikmek, os 6 felids e Jean-Luc partem em direção ao sul, para Stagsfall. No caminho, eles se reencontram com o Chefe Sootscale, que continua acampado perto da mina de ouro, e contratam alguns kobolds para trabalhar na mina, onde eles são surpreendentemente bem aceitos pelos mineradores que já estavam lá estabelecidos. Jhod se separa do grupo para voltar para o Templo do Cervo, e Mikmek fica junto com o Chefe Sootscale e os outros membros de sua tribo.

O resto do grupo finalmente volta para Stagsfall e finalmente podem relaxar um pouco em sua própria casa, às margens do Tuskwater. Akiros comenta que o outono já está começando, e que tão ao norte de Avistan como em Ravnir, o inverno é bastante rigoroso. O grupo decide passar um tempo em Stagsfall e direcionar o crescimento do reino enquanto está muito frio para explorar os arredores.

No mês seguinte, três cartas chegam: Uma de Elanna Lebeda, outra de Kevan Khavortorov e a última de Richard Iannuchi em pessoa. Elanna oferece palavras de motivação ao país recém-formado e diz que vai tentar influenciar sua mãe, a duquesa Lebeda, a auxiliá-los em caso de algum problema no futuro. Kevan oferece uma quantia em dinheiro para ajudar com os gastos do reino, e promete que a Casa Khavortorov estará do lado de Ravnir caso as coisas vão mal. Por fim, Richard entrega a quantia de 80 mil moedas de ouro que prometeu e oferece algumas informações de sua investigação particular no caso da morte de Heinrich – Segundo o lorde-espadachim Marian Derro, o dinheiro que Rainer havia recebido vinha de algum lugar da Issia, e o veneno que foi usado no crime também é muito mais comum no norte.

Mikmek comenta sobre as relações estarem melhorando entre kobolds e outras raças devido ao trabalho nas minas. Jhod também comenta que o Festival da Colheita se aproxima e clérigos de Pharasma que vieram visitar o país ficaram chocados em descobrir que não havia nem mesmo uma capela no país todo. Isso rapidamente é resolvido com a ordem de construir uma capela em honra a Pharasma em Stagsfall.

Os pescadores do lago Tuskwater reclamam da infraestrutura da área da margem do lago, e insistem que seja construída uma vila de pescadores próxima a Stagsfall, e o conselho promete pensar nisso no mês seguinte.

O mês seguinte chega e o frio começa a aumentar. As comemorações ficam mais frequentes ao passo que o Festival da Colheita em si se aproxima. Denat e Markhel juntam-se a uma procissão, e ficam aliviados em constatar que eles não irão morrer no ano vindouro. Provavelmente. No conselho, Jhod afirma que os clérigos de Pharasma ficaram contentes com o templo, e que alguns resolveram ficar por Ravnir mesmo. A estrada Ravnir-Brevoy finalmente é concluída, e o conselho resolve fundar a cidade de Forte Leveton na fronteira dos dois países.

Para satisfação dos pescadores, é construída uma vila às margens do Tuskwater. Um observatório novo é construído em Stagsfall, e o resto do mês de Lamashan passa tranquilo.

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Resumo da Sessão - 28 de Abril

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A oferta irrecusável de Natala Surtova foi recusada. Nossos heróis saem do restaurante, o tempo até o julgamento de Kevan Khavortorov quase se esgotando.

A Brigada Vermelha então segue para a igreja de Abadar, para procurar o cocheiro que deveria levar Heinrich Khavortorov de volta para casa após o casamento, mas não o encontram. Ao invés disso, eles encontram um jovem clérigo, que dá seu testemunho dizendo que o chocheiro esteve aqui a noite toda, esperando amanhecer para que alguém reparasse a carroça. Quando o conserto foi finalmente realizado, ele voltou para a mansão Khavortorov.

O grupo então vai até o casarão em busca do cocheiro. Eles encontram um cavalariço que também confirma que o cocheiro passou a noite na igreja e só voltou de manhã, e que no momento ele foi deitar-se. Com ordens urgentes de Denat, o cavalariço vai chamar o cocheiro.

O cocheiro é um gnomo de aparência cansada e roupas amassadas, aparentemente tendo ido dormir em uma pilha de palha. O gnomo tenta negar que as rodas da carruagem foram quebradas ou de que ele passou a noite no templo, o que contradiz tanto o testemunho do clérigo quanto do cavalariço. Ele conta uma história de que foi Kevan quem sugeriu a Lorde Heinrich que eles fossem para casa andando, e não o contrário, uma mentira deslavada como confirmada por Jean-Luc.

O gnomo se nega a contar a verdade, mas Jean-Luc a faz por ele – O pequeno homem foi subornado por uma senhora de cabelos curtos e ruivos, que disse para ele defender essa história falsa e o pagou uma boa quantia de dinheiro para sabotar a roda da carruagem.

O cocheiro confessa não conhecer a mulher, apenas precisar de dinheiro para sanar dívidas. Ele dá uma descrição mais detalhada da mulher, dizendo que ela estava de vestido de gala e provavelmente era convidada no casamento, mas que não tinha visto suas feições direitos por causa da luz. Jean-Luc indica que gnomos veem no escuro. O cocheiro então confessa que ele havia passado a noite bebendo, mesmo que não devesse por causa do trabalho.

O grupo então sai a procura da mulher ruiva. Eles vão novamente falar com Kevan, que não reconhece ninguém que se encaixe na descrição. Kevan então manda chamar o servo que estava com a lista de convidados durante o casamento, e ele garante que a mulher ruiva não esteve na festa de casamento, o que Jean-Luc confirma.

A hora do julgamento finalmente chega. Natala montou um ‘tribunal’ numa praça pública para que o povo simples pudesse assistir a execução, com ela como acusadora, o grupo como defensores e com um júri composto de nobres. A princesa provoca dizendo que decorou sua cabeça especialmente para que os membros do conselho de Ravnir tenham um belo souvenir para levar pra casa caso provassem que ela é culpada. O julgamento começa.

A defesa clama que Kevan é inocente, negando mais uma vez a proposta de Natala. A princesa então dá novamente a versão dos acontecimentos ocorridos na noite anterior como dados por Kevan, e identifica três contradições no seu testemunho, que os membros da brigada devem resolver antes de poder provar a inocência do réu.

A primeira contradição é a mais simples de resolver – Se Lorde Heinrich foi morto por uma adaga envenenada e Kevan foi ferido pela mesma arma, por que ele não sofreu os efeitos do veneno? Denat aponta que venenos em armas são quase que totalmente removidos no primeiro golpe, e que o assassino não teria tempo de reaplicar o veneno, o que Katherine confirma.

A segunda contradição é o fato de Kevan só ter sido seguido em áreas não vitais. Novamente, isso é simples de explicar porque Lorde Heinrich foi surpreendido pelo assassino enquanto Kevan, um cavaleiro treinado, teve tempo de vê-lo e defender-se com os braços antes de sacar sua espada.

A terceira contradição é a mais difícil – Se Kevan alegou ter atingido o assassino com sua espada, por que não havia sangue nela? Sem saber ao certo, o grupo tenta explicar que o criminoso provavelmente usava armaduras por baixo da roupa.

(Pursuit starts) Natala diz que essa explicação não é boa o bastante, e que uma armadura forte o bastante para aguentar um golpe de espada faria barulho suficiente para que os Khavortorov ouvissem a aproximação do assassino. Denat então lembra-se da luta contra o Lorde Cervo, e como ele conseguia parar flechas com a carne nua de suas costas. O grupo então oferece a proposta de que o assassino estava usando magia semelhante para proteger-se, livrando a história de Kevan de inconsistências.

Porém a inocência de Kevan ainda não foi provada. Supondo-se verdadeira a história do assassino, nada garante que não foi o próprio Kevan que o contratou. Porém a defesa é rápida em auxiliá-lo, dizendo que se Kevan quisesse matar o próprio pai, ele teria outras datas e outros métodos muito melhores a seu dispor, afinal, o cavaleiro é um estrategista reconhecido.

(PURSUIT INTENSIFIES) Porém isso não convence Natala, que tenta virar o tribunal a seu favor. Ela argumenta que numa data com tantos nobres reunidos, seria mais fácil pôr a culpa em cima de um deles, especialmente se houvessem cúmplices que o fizessem. Natala então teoriza que alguém, aliado a Kevan, possa ter estado na festa, tentando empurrar a culpa do crime em cima de outro nobre, como o grupo fez com ela própria.

O grupo tenta argumentar que só conheceram Kevan no dia da festa, mas Natala aponta que eles estiveram na cidade por mais de uma semana, tempo suficiente para encontrar-se com o cavaleiro em segredo. Além do mais, parece haver muita confiança mútua entre as duas partes, o que segundo ela é indicativo de que eles já se conheciam anteriormente.

Denat então explica que eles nunca conheceram nenhum Khavortorov antes do dia do casamento, e que foi Lorde Heinrich em pessoa que os convidou justamente porque queria conhecê-los. Isso parece convencer Natala, e relutantemente ela remove suas suspeitas de Kevan, e pede ao grupo que aponte, então, quem foi o verdadeiro culpado.

O grupo indica então Rainer ‘Cão Raivoso’ Balderik, que tinha o motivo e o método para cometer o crime – Rainer já havia expressado que gostaria de vingar-se de Lorde Heinrich. Lorde Balderik fica ultrajado com essas acusações, mas Natala manda que ele fique quieto. Denat conta que os Balderik estavam recebendo doações monetárias de uma fonte anônima, o que poderia ser usado para contratar um assassino e comprar o veneno. Natala pede provas, e Denat sugere que a casa dos Balderik seja vasculhada.

A princesa tenta mandar seus próprios homens vasculharem a casa, mas quando o Lorde-espadachim Richard Iannuchi sugere que poderia mandar seus homens, Natala faz uma careta e dá sua permissão. O julgamento então tem uma pausa de uma hora, Kevan é solto de suas algemas e Conde Balderik toma seu lugar na cadeira do acusado.

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Resumo da Sessão - 26 de Abril

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“O plano não foi como planejado.” – Frase do dia

A sessão começa com o grupo se separando para investigar o assassinato de Heinrich Khavortorov. Denat vai entrevistar o guarda que resgatou Kevan Khavortorov, mas não descobriu nada novo. Enquanto isso, Acharnor ficou procurando por rastros próximo da cena do crime, mas não encontrou nenhum. Markhel e Katherine foram falar com a gangue de catfolks para descobrir se eles sabem sobre alguém que possa ter cometido o crime. Lana foi dormir.

Markhel e Katherine, com ajuda de Rouqar, o batedor-de-carteiras, chegam a um bar onde os sujeitos mais inescrupulosos de Restov se reunem. Katherine consegue impressionar o dono do bar e ele dá uma dica para falar com um sujeito no canto. O nome do meio-elfo é Jean-Luc Benoit, ou pelo menos é o que ele diz. Jean-Luc não se envolve mais com assuntos de nobres, então não foi ele o assassino, porém ele tem dois truques em sua manga – Jean-Luc pode ler mentes e mudar de forma, o que pode ser uma ajuda muito preciosa na investigação. O mercenário aceita seguir Katherine e Markhel pelo resto do dia por 1000 moedas de ouro.

O grupo se reencontra ao raiar do dia, e vão procurar um aviário. Encontrando um, eles escrevem uma mensagem para Oleg e para Akiros de volta em Ravnir, pedindo que tomem cuidado porque Natala Surtova poderia mandar alguém para ferí-los.

Em seguida, eles vão até a casa de Rainer ‘Cão Raivoso’ Balderik. Relutantemente, Lorde Balderik atende aos visitantes. Denat o avisa do assassinato de seu inimigo, e Rainer acusa o lorde Silver de ser o mandante do crime. Jean-Luc então pergunta sobre o método pelo qual Lorde Heinrich foi morto, e Denat responde que foi veneno. Um veneno bem caro. Do tipo que apenas um nobre conseguiria pagar. Lorde Rainer começa a ficar nervoso e diz que sua família está falida e que não teria condições de pagar por um assassino, nem por um veneno. Jean-Luc então pergunta se isso é verdade, mesmo com o dinheiro que ele tem escondido num cofre atrás de um escudo pendurado em sua sala de jantar.

Lorde Balderik fica bravo e expulsa os aventureiros de sua casa. Jean-Luc confirma que o conde tinha sim dinheiro escondido e que ele o havia recebido há pouco tempo de um doador anônimo.

Um criado de Natala vem entregar uma carta convidando a equipe para um almoço com sua alteza, onde eles podem discutir as nuances do crime. O grupo aceita e então segue para falar novamente com o conde Kevan.

De volta a mansão dos Khavortorov, conde Kevan os estava esperando. Ele fica um pouco cabisbaixo ao saber que o grupo não descobriu ainda o mandante do crime, mas eles dizem que os suspeitos são o Conde Balderik, o Conde Silver e a Princesa Natala em pessoa.

Então o grupo segue até a casa dos Silver, para desespero de Lana. Alan Silver atende o grupo em seu escritório, onde eles conversam sobre quem deve estar mandando dinheiro para os Balderik. Lorde Alan diz que não sabe de nada sobre isso, e Jean-Luc confirma, o que parece remover as suspeitas do conde Silver por enquanto. Por fim, quando estão saindo, Alan pergunta para Lana se ela realmente não tem nada a dizer para ele. Ela responde que não. Ele então diz que está feliz em saber que ela está bem, embora um pouco chateado porque ela pensou que conseguiria enganar seu próprio pai com uma máscara de carnaval. O grupo sai da mansão Silver.

Finalmente chega a hora do almoço. O grupo segue para um restaurante de alta classe que a princesa mandou esvaziar justamente para essa ocasião. No restaurante, só há a princesa Natala, seu mago particular, Kilroy, e alguns criados para servir o almoço. A princesa pergunta que suspeitos o grupo já tem, e fica surpresa ao saber que o Conde Balderik estava recebendo dinheiro de alguém. Quando o vinho chega, Natala aconselha que um nobre deve checar toda sua comida e bebida por veneno. O grupo o faz. A princesa diz então que mandou pessoas para seguirem o grupo durante o dia, e por isso sabia de onde eles estavam. O prato principal finalmente chega: Pombo. Natala mandou que seus homens derrubassem as aves que estavam em vôo para Ravnir com as mensagens para Oleg e Kesten.

Natala pergunta por que o grupo tem se envolvido nos assuntos da família Khavortorov, com a qual eles não tem nada a ver. Ninguém responde. Então a princesa diz que tudo bem, e faz uma oferta irrecusável para o grupo: Caso eles a ajudem a acusar Kevan, ela vai perdoá-lo e ao invés de ser executado ele vai ser apenas exilado de Brevoy, podendo ir para Ravnir morar junto com eles.

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Resumo da Sessão - 21 de Abril

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“Quando o lobo mostra os dentes, ele não está sorrindo para você.”

Nossa sessão começou de onde a última terminou, com Natala Surtova ainda conversando com o pai de Lana, o conde Alan Silver. Os aventureiros resolveram se encontrar para discutir em privado no jardim, mas por acaso encontraram a princesa e o pai de Lana conversando. Enquanto o conde Silver conversava com Denat, Natala foi descobrir o que Katherine e Acharnor descobriram investigando o lorde Richard Iannuchi.

Katherine canta como um canário, e conta a Natala sobre a reunião de lorde Iannuchi com Gurev Medvyed e com Poul Orlovsky, sobre eles estarem conspirando contra a Casa Surtova e sobre uma reunião dos três com o conde Heinrich Khavortorov na manhã seguinte. Natala disse que já sabia de tudo isso, mas agradece mesmo assim, e pede cooperação dos membros do conselho de Ravnir em qualquer acontecimento futuro, ou senão um ‘acidente’ poderia acontecer com seus amigos nas Terras Roubadas.

O casamento prossegue sem outros grandes acontecimentos (finalmente). No caminho para a festa de recepção, os membros da Brigada Vermelha se perdem pelas ruas de Restov, mas finalmente chegam na mansão da Casa Khavortorov com quase uma hora de atraso. Chegando lá, os nossos heróis se sentam junto de Elanna Lebeda. Eles conversam um pouco sobre seu desgosto mútuo por Natala, concordam em ajudar um ao outro caso algo de ruim aconteça, e finalmente discutem sobre o conselho dos Lordes-espadachins.

Elanna parece saber mais sobre os lordes-espadachins do que seria o esperado, falando com grande familiaridade sobre Ariana Santora, e comparando seu gênio militar com o de Kevan Khavortorov. Finalmente, Elanna comenta sobre como é estranho que Kevan e seu pai, Heinrich, não tenham chegado na festa ainda. É nesse momento que um guarda da cidade entra com um Kevan machucado no ombro e anuncia que lorde Heinrich foi assassinado.

Markhel prontamente cura Kevan enquanto Lana, seguida pelos outros, corre para investigar o cadáver. Após Denat convencer os guardas a deixá-los dar uma olhada no corpo, Katherine conclui que a causa da morte foi entoxicação por um veneno muito forte conhecido como ‘Lâmina da Morte’. Aplicado numa faca que seja usada para ferir uma vítima, a morte pode ocorrer em menos de um minuto. Obviamente, esse veneno é muito caro também.

Segundo os investigadores, o assassino pulou de um telhado e atingiu Heinrich Khavortorov repetidas vezes, antes de combater com seu filho Kevan. O cavaleiro conseguiu afugentar o bandido, mas não sem antes sofrer severos ferimentos nos braços e nos ombros, e desmaiar. Depois de alguns minutos, ele finalmente recuperou a consciência e foi correndo até os guardas.

Enquanto Denat, Katherine e Acharnor investigam melhor, Lana corre de volta para a mansão Khavortorov para ver como está Sir Kevan, agora um conde, como Natala é rápida em apontar. A princesa também diz que é muito conveniente que Kevan tenha sido atingido apenas nos braços, em nenhum ponto fatal, e que o veneno que foi a morte de seu pai aparentemente não o afetou. Kevan pergunta à princesa o que ela está insinuando, e Natala é mais direta: Ela crê que foi Kevan que matou seu pai para assumir o controle da casa.

É nessa hora que Denat, Katherine e Acharnor chegam de volta na mansão. Denat é rápido em tentar defender Kevan. Acharnor admite que a teoria de Natala faz bastante sentido, mas que tudo parece simples demais. Natala é rápida em retrucar que a explicação mais simples é normalmente a verdadeira. Denat aponta que a arma do crime não foi encontrada, e a princesa diz que Kevan poderia ter matado seu pai com a espada que carregava de forma a fazer parecer que os ferimentos foram feitos a faca. Acharnor sugere que Katherine examine a lâmina de Kevan para tentar encontrar traços de veneno, o que Natala considera ser uma ótima ideia.

Katherine não encontra nenhum veneno OU sangue na espada, e Denat demonstra que não é rápido remover sangue de uma lâmina. Natala parece surpresa com isso, e então admite que Kevan não matou seu próprio pai com suas próprias mãos, mas sugere que ele tenha contratado um assassino para tal. Acharnor pergunta a Natala se o falecido conde não tinha nenhum outro inimigo que pudesse querê-lo morto, e Natala diz que muito pelo contrário, ele tinha vários, porém Kevan estava com ele no momento do crime, tinha um motivo, foi ferido apenas em áreas não-vitais, não sentiu os efeitos do veneno e disse que havia atingido o assassino com sua espada apesar da lâmina não ter sido suja de sangue.

Acharnor sugere, com apoio de Denat, que Natala tem um interesse secundário na execução de Kevan – Caso ele morra, o controle da casa Khavortorov e potencialmente do ducado de Rogarvia vai para o recém-casado Kristoph Silver, membro da Casa Silver, que é aliada aos Surtova. Seu voto poderia ser a diferença entre Noleski Surtova permanecer no trono ou não. Natala livremente admite que é exatamente isso, e que se Kristoph assumisse o ducado, isso seria excelente para ela. No entanto, isso não é relevante para decidir se Kevan mandou matar seu próprio pai ou não.

É nesse momento que Acharnor faz algo que ninguém esperava – Ele acusa Natala de ter mandado matar o conde. A princesa, completamente chocada, começa a rir. Ela diz que Acharnor e o resto da comitiva de Ravnir tem um dia inteiro para encontrar o criminoso, ou Kevan morre. E mais, Natala adiciona que se eles encontrarem provas de que ela foi a mandante do assassinato, ela alegremente oferece sua cabeça para ser cortada fora. De qualquer forma, em 24 horas, alguém vai perder a cabeça, seja Kevan, seja Natala ou seja lá quem for.

E esse foi o ponto baixo da festa. Imediatamente, os membros do conselho de Ravnir começam a investigar, primeiro entrevistando os convidados. Primeiro eles falam com o acusado, Kevan, que diz que o motivo de ele e seu pai terem caminhado ao invés de vir em sua carroça foi porque a roda estava quebrada. Daí ele reconta a versão dada pelos investigadores, mas adiciona que seu golpe definitivamente atingiu o alvo, mas nenhum sangue jorrou, explicando a falta deste em sua espada. Então ele desmaiou, e quando voltou a consciência uns 15 minutos depois, foi procurar o guarda mais próximo, que lhe trouxe até sua casa.

Em seguida, o grupo investiga Alan Silver, líder da Casa Silver e pai de Lana. Conde Silver é rápido em dizer que sua casa não teve nada a ver com esse crime. Ele também conta ao grupo sobre a Casa Balderik, que provavelmente iria querer vingança de Heinrich e de Kevan por terem os derrotado na luta pelo ducado, mas adiciona que eles não teriam dinheiro para contratar um assassino, já que os Khavortorov levaram tudo que puderam. Por fim, ele aconselha os aventureiros a não comprarem briga com a princesa, e de que ela provavelmente está encarando tudo como uma brincadeira.

Os cinco então tentam investigar Gurev Medvyed, que está bebendo sozinho em um canto e parece muito irritado. Gurev diz que não sabe de nada e que ele só queria relaxar um pouco enquanto estava em Restov, mas mesmo aqui o desastre o persegue.

Então eles vão até o duque Poul Orlovsky, que não tem suspeitos quanto ao crime, mas sugere que os Surtova tiveram algum envolvimento. “A loba tem suas garras em tudo.” diz Poul, mas que os membros do conselho de Ravnir não deveriam ter sido tão rápidos em acusá-la. Desafiar a loba da casa Surtova é convidar o desastre sobre si, ele avisa. Por fim, ele pede ao grupo que se possível for, ajudem Kevan e então vai embora.

Daí eles voltam para falar com Elanna Lebeda. Lady Elanna é incapaz de oferecer ajuda com a investigação, mas adverte ao grupo que Natala pode guardar rancor.

Finalmente, o grupo vai falar com Richard Iannuchi. O lorde-espadachim pede para conversar com o grupo em privado, e pergunta o que diabos eles acham que estão fazendo – O responsável por eles enquanto estão em Restov é ele, e que eles colocaram toda a rebelião que ele tentava organizar contra os Surtova em risco, o que vai gerar muita raiva dentro do conselho dos lordes-espadachins. Richard roga aos aventureiros que, não importa quem matou quem, Kristoph não pode assumir o poder, e promete pagar 80 mil moedas de ouro aos cofres de Ravnir se Kevan for declarado inocente.

Tendo entrevistado todos os convidados da festa, os nossos heróis decidem sair da mansão Khavortorov para ir investigar pela cidade, sabendo que tem menos de 24 horas para encontrar o mandante do assassinato de Lorde Heinrich.

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Resumo da Sessão - 19 de Abril

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Altas espionagens nessa sessão.

Ainda no casamento, Acharnor Sylvari e Lana Silver discutem sobre o fato de que Lana está morta para sua família. Enquanto isso, Markhel Trannyth decide se aproximar da noiva do lorde regente, Elanna Lebeda e comete uma grande gafe a referir-se a ela como tal. No entando, Denat Flamma é rápido em acalmar a situação, e ele e a nobre discutem a fundo sobre suas aventuras nas Terras Roubadas e sobre esgrima no geral. Elanna mostra-se bastante interessada em Animak e Denat se despede com a promessa de duelarem, por esporte, um outro dia.

Markhel havia ido para o jardim da igreja para arejar a cabeça, onde encontra o duque Gurev Medvyed. O meio-orc e o paladino discutem a situação atual em Ravnir, e o duque expressa um desejo de visitá-la, mas está muito ocupado no momento com as ameaças que se escondem na floresta Gronzi.

Enquanto isso, Acharnor e Lana continuavam discutindo, agora acompanhados também de Denat e Katherine. Lana absconde para os jardins da igreja, onde é encurralada por seus amigos, mas outra pessoa também os seguiu para fora. A princesa Natala Surtova também veio ao casamento, e reconhece Lana como a herdeira supostamente morta da casa Silver. Ela sugere que a Brigada Vermelha deveria talvez ir ver porque o lorde-espadachim Richard Iannuchi estava tão sério nessa festa e voltar para contar a ela, e talvez ela não contasse que Lana havia aparecido na festa para o resto de sua família.

Acharnor e Katherine então seguem o Lorde Iannuchi, que está se encontrando em segredo com duque Gurev e o duque Poul Orlovsky. Parece que eles estavam insatisfeitos com a presença da Princesa Surtova no casamento, e que o Lorde Heinrich Khavortorov também está mancomunado com eles. Eles estão discutindo uma reunião com o conde Khavortorov no dia seguinte quando Poul avista Acharnor e Katherine.

Lorde Richard diz aos dois duques que eles são de confiança e que não estão trabalhando com os Surtova, mesmo que ele próprio tenha dúvida devido à presença dos Silver em Ravnir. Acharnor e Katherine pedem licença e voltam para dentro, onde a Princesa Surtova parece estar tendo uma conversa muito interessante com Alan Silver, pai de Lana.

E, novamente, ninguém se casou nessa noite. Talvez segunda que vem. Feliz Páscoa!

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